segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

A mensagem na garrafa







Na sala de emergência de um hospital, Dr. Fred vê o próprio corpo dando entrada em estado grave com uma bala na cabeça. Apenas alguns objetos desconexos estão em seus bolsos. Como uma garrafa lançada ao mar, ele traz uma mensagem que precisa ser decifrada. A cada releitura, novas peças se revelam ao leitor num quebra-cabeça complexo de terror crescente.

É uma história em quadrinhos de terror escrita por Rogério Faria com desenhos de Raimundo Guimarães, os quais criandoHQ entrevista agora.

criandoHQ – Rogério, você vem de roteiros de quadrinhos institucionais e de tiras de humor, como Brasinhas, para “A Mensagem na Garrafa”, uma HQ de terror inusitada. Como surgiu a ideia para a história?
Rogério – Na verdade, essa ideia já tem uns 15 anos. Era meio que para ser um episódio do Arquivo-X em que Dana Scully e Fox Mulder identifica-riam um corpo no necrotério como sendo de Mulder, talvez vindo do futuro. Eles então iriam investigar o que aconteceria com Mulder a tempo de salvá-lo. Bem, nunca me chamaram para escrever esse episódio (risos)... Quando o Rai e eu surgimos com essa proposta de lançar hqs curtas, essa história me veio à cabeça. Daí, devagar, foi se formando uma história nova a partir da ideia. É um conto de terror, cuja história é um quebra-cabeça em que as peças vão se revelando a cada nova leitura.

criandoHQ – E por que hqs curtas?
Rogério – É estudo e prática. O roteirista Gian Danton ensinou uma vez que iniciantes não devem tentar contar a história do universo nos seus primeiros trabalhos. Deve-se começar com pequenas histórias, para ir praticando, aprendendo. A intenção, então, é essa, praticar e aprender.

criandoHQ – O que espera da reação do público? Não tem receio de publicar um trabalho ruim?
Rogério – Tenho receio de que ninguém me diga que é ruim (risos).

criandoHQ – Raimundo Guimarães, você é um quadrinista experiente com passagem por diversas hqs como Galo Costa, Menino Maluquinho, Disney, Turma da Mônica e Brasinhas. Assim, quais os desafios de trabalhar agora com um traço mais adulto?
Rai - Fui Roteirista da maioria desses personagens que você citou. Desenhei somente algumas histórias do Menino Maluquinho e o meu personagem Galo Costa. Enfim, mas, voltando à pergunta, eu sempre estudei o desenho realista e já havia feito alguma coisa nessa linha. Realmente, criar essas hqs está sendo um desafio bacana e estou aprendendo muito.

criandoHQ – Como você busca dar sua personalidade a esse traço mais sério?
Rai - Eu sempre trabalho com referências para desenhar as coisas, seja no desenho cômico ou no desenho realista. Colocar os personagens dentro de um espaço, com a perspectiva correta e fazer objetos verossímeis e personagens em poses naturais é minha preocupação constante. Porém, o mais importante é entender o que o roteiro pede e contar a história com imagens da melhor maneira possível. Olho muito trabalho de artistas que admiro e tento aprender com eles.

criandoHQ – Quais suas novas referências?
Acho que só tenho referências antigas (risos). Artistas como John Buscema, Moebius, Brian Bolland, Manara, Uderzo, Mozart Couto, Ziraldo, Maurício de Sousa, Flávio Colin, Sergio Aragonés...

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